Pontos-chave
- Para criar um site você precisa de quatro coisas antes do orçamento: objetivo definido, acessos no nome da empresa, conteúdo básico e uma pessoa que decide.
- Domínio, hospedagem, Search Console, Google Analytics e Google Business Profile devem ficar no nome da empresa, com acesso de administrador para quem cuida do site.
- O contrato precisa dizer quando o prazo começa, quantas rodadas de ajuste existem e quem é dono do domínio, do código e das licenças.
- Quem já tem site precisa levantar as URLs antigas antes de trocar, porque mudar endereço sem redirecionamento faz perder posição no Google.
- Um bom fornecedor faz perguntas sobre o seu negócio antes de falar de layout.
Para criar um site você precisa ter em mãos, antes de contratar, quatro coisas: o objetivo do site definido, os acessos digitais da empresa no nome dela, o conteúdo básico do negócio e uma pessoa com poder de decidir. Com isso, qualquer fornecedor sério consegue orçar com precisão e entregar no prazo. Sem isso, o orçamento é chute e o prazo vira estimativa.
O resto deste guia é o checklist que eu mandaria para um cliente antes da primeira reunião, dividido em blocos. Marque o que já tem e anote o que falta.
Bloco 1: as decisões que vêm antes de tudo
Não são decisões de design. São de negócio, e só você pode tomar.
- O que o site precisa fazer? Gerar contato pelo WhatsApp, receber pedidos de orçamento, apresentar a empresa para quem já ouviu falar dela, aparecer no Google para um serviço específico. Cada objetivo pede um formato diferente.
- Para quem? Morador do bairro, empresa que compra em volume, paciente com uma dúvida específica. "Todo mundo" não é público.
- Quais serviços entram? Liste os que você quer vender mais, não todos os que já fez um dia.
- Onde você atende? Endereço físico, área de atendimento ou o Brasil inteiro.
Se você está entre uma página e um site com várias páginas, decida aqui. O artigo landing page ou site institucional mostra como o objetivo define o formato, e o guia sobre criar um site para empresa percorre as demais decisões na ordem.
Bloco 2: acessos que precisam estar no nome da empresa
É o bloco mais negligenciado e o que mais dá problema depois. O padrão que eu sigo é simples: a empresa é dona de tudo, e quem cuida do site recebe acesso de administrador, que pode ser retirado quando o trabalho acabar.
| Acesso | Por que importa | O que conferir |
|---|---|---|
| Domínio (Registro.br, para .br) | É o endereço do site e do e-mail. Quem é titular, controla. | Se o titular é o CPF ou CNPJ certo e se os contatos têm e-mails que alguém lê |
| Hospedagem | É onde o site mora. Sem acesso, não há backup nem troca de fornecedor. | Conta no nome da empresa, cartão da empresa, login que você tem |
| E-mail profissional | Recuperação de senha de quase tudo passa por ele | Quem administra e se há uma conta genérica (contato@, por exemplo) |
| Search Console e GA4 | São o histórico de buscas e visitas. Perder o acesso é perder o histórico. | Proprietário é uma conta da empresa, não do fornecedor |
| Google Business Profile | Para negócio local, é o que aparece no mapa | Quem é proprietário principal do perfil |
O domínio merece atenção especial. As regras do registro .br pedem que o titular informe CPF (pessoa física) ou CNPJ (pessoa jurídica), e a comunicação oficial com o titular é feita pelo e-mail cadastrado. Se o domínio foi registrado anos atrás por um sobrinho, um ex-sócio ou a agência anterior, resolva isso antes do projeto. O passo a passo está em como conferir se o domínio está no seu nome, e o guia de domínio e hospedagem explica a diferença entre os dois.
Bloco 3: conteúdo que só você tem
Texto de site, um bom profissional escreve. Fato do negócio, não. Separe:
- Logo em arquivo original (vetor ou PNG grande, não print do Instagram).
- Fotos reais: equipe, local, trabalho feito, produto. Uma foto honesta da fachada vale mais que dez imagens de banco.
- Lista de serviços com uma frase sobre cada um, do jeito que você explicaria ao cliente.
- Diferenciais que podem ser comprovados: tempo de mercado, certificações, garantias, formas de pagamento.
- As perguntas que os clientes mais fazem no WhatsApp. É o melhor material de partida para os textos.
- Dados de contato e horário, exatamente como estão no Google Business Profile.
Se o site vai ter formulário, pense também em quem recebe as mensagens e em quanto tempo responde. Um formulário sem dono é pior que nenhum.
Bloco 4: o que precisa estar no contrato
Muita gente busca "modelo de contrato de criação de site". Modelo genérico ajuda pouco, porque o que gera conflito são detalhes do projeto. Em vez de um modelo, use esta lista para conferir o contrato que o fornecedor enviar. Não é orientação jurídica: se o valor ou o risco forem altos, peça revisão a um advogado.
- Escopo fechado. Quantas páginas, quais seções, se inclui textos, se inclui blog. "Site institucional" sem número de páginas é convite para discussão.
- Quando o prazo começa. Na assinatura, no pagamento ou na entrega do material? No meu caso, começa quando o briefing está aprovado e o material chegou. O importante é estar escrito.
- Rodadas de ajuste. Quantas, e o que conta como ajuste ou como pedido novo.
- Titularidade. Domínio, hospedagem e contas de medição no nome do cliente.
- Propriedade do que foi feito. Código, textos, imagens produzidas. E licenças: tema pago, plugin pago, fonte, banco de imagem. Em nome de quem estão e se renovam.
- Entrega de acessos ao final. Lista de logins e senhas entregue ao cliente, por escrito.
- Manutenção. Se está incluída, por quanto tempo, e o que acontece quando acaba. Domínio, hospedagem e atualizações têm custo recorrente, e isso precisa estar claro desde o começo.
- Saída. Se o contrato terminar, como o site e os acessos são transferidos.
Já tenho um site. O que levantar antes de trocar?
Se o site atual recebe visitas do Google, ele tem endereços (URLs) que o Google conhece. Trocar o site sem planejar o destino de cada um deles é o erro que mais vejo em reforma de site, e o custo aparece semanas depois, quando as posições somem.
A documentação do Google para mudança de URLs pede um mapeamento de cada URL antiga para a nova e redirecionamentos permanentes (301 ou 308) entre elas. Antes de contratar, junte:
- Acesso ao Search Console e ao Analytics do site atual.
- Acesso ao painel ou ao servidor do site atual.
- A lista das páginas que mais trazem visitas e contatos.
Com isso, o fornecedor consegue orçar a migração junto. O guia de migração de site explica o processo, e o caso ilustrativo da clínica que refez o site e sumiu do Google mostra o que acontece quando essa etapa é pulada.
Como saber se quem vai fazer é a pessoa certa?
A pergunta "quem faz site profissional" tem muita resposta. Para filtrar, preste atenção no que o fornecedor pergunta, não só no que ele mostra. Bons sinais:
- Pergunta sobre o seu cliente e sobre como ele chega até você antes de falar de cores.
- Diz, sem você perguntar, que domínio e hospedagem ficam no seu nome.
- Explica o que acontece com o site atual, se houver.
- Fala em Search Console, velocidade e celular como parte do pacote, não como extra.
- Diz não para algo que você pediu e explica por quê.
E um teste prático: abra no celular três sites que ele fez. Veja se carregam rápido, se o botão de contato está fácil e se você entende em cinco segundos o que a empresa faz.
Se você já tem esse checklist quase todo preenchido, um projeto enxuto pode sair rápido. Mostro como funciona por dentro em site em 48 horas. Se o projeto pede várias páginas por serviço e SEO local, o formato de criação de site em 1 semana é o mais comum. E se ainda não sabe quanto investir, comece por quanto custa um site.
Este artigo faz parte de Planejar o site. Comece pelo artigo central: Criar um site para empresa em 2026: as decisões que definem custo, prazo e resultado. A base conceitual está nos guias: Como criar um site que aparece no Google desde o primeiro dia, Quanto tempo leva para criar um site? Prazos reais por tipo, Landing page que converte.
Perguntas frequentes
Preciso ter CNPJ para criar um site?
Para o site em si, não. Para registrar um domínio .br, o Registro.br pede CPF ou CNPJ do titular. Se o site é da empresa, o recomendável é registrar no CNPJ, para o domínio ser um ativo da empresa.
Existe um modelo pronto de contrato de criação de site?
Existem vários na internet, mas um modelo genérico não sabe o que é o seu projeto. Use o checklist de cláusulas deste artigo para conferir o contrato que o fornecedor mandar e, se o valor ou o risco forem altos, peça revisão a um advogado.
Preciso escrever os textos do site?
Depende do fornecedor. No meu processo eu escrevo a partir de uma conversa de briefing, e o cliente valida. O que ninguém consegue escrever por você são os fatos do negócio: serviços, diferenciais reais, área atendida, horários.
Quanto tempo devo reservar para o projeto do meu lado?
Reserve tempo para três momentos: a conversa inicial, o envio do material e a revisão. O resto é do fornecedor. Se ninguém da empresa tem esse tempo, o prazo vai escorregar, seja qual for o fornecedor.
Fontes
- CGI.br — Resolução CGI.br/RES/2008/008 (registro de domínios .br) (acesso em 09/10/2026)
- Registro.br — Registro de domínio (acesso em 09/10/2026)
- Google Search Central — Mudanças de site com alteração de URL (acesso em 09/10/2026)
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