Pontos-chave
- O preço de um site depende principalmente do número de páginas, de quem produz o conteúdo, da plataforma e do que está incluso além do visual.
- Orçamentos muito diferentes para o mesmo pedido costumam descrever escopos diferentes, e não margens diferentes.
- O domínio .com.br custa R$ 40 por ano no Registro.br; é o único custo fixo com preço público e igual para todos.
- Para comparar propostas, peça a lista de páginas, quem escreve os textos, o que acontece no lançamento e de quem são os acessos.
- O site barato fica caro quando precisa ser refeito para aparecer no Google ou quando o domínio fica no nome do fornecedor.
Um site em 2026 pode custar quase nada ou um valor alto, porque “site” descreve coisas muito diferentes: o preço sobe com o número de páginas, com quem produz os textos e as fotos, com a plataforma escolhida, com integrações e com o que está incluso além do visual, como SEO e medição. O único custo fixo e público é o domínio: R$ 40 por ano para um .com.br no Registro.br. O resto depende do escopo.
Sei que essa não é a resposta que você queria. Mas é a resposta verdadeira, e com ela você consegue ler qualquer orçamento sem cair em armadilha.
O que, de fato, você está comprando?
Quando alguém orça um site, está somando partes. Algumas aparecem na proposta; outras ficam implícitas e só se revelam depois. Esta é a lista que uso para montar e para ler orçamentos:
| Parte | O que faz o custo subir | Pergunta para fazer ao fornecedor |
|---|---|---|
| Estrutura de páginas | Mais páginas, cada uma com objetivo próprio | Quantas páginas, e quais? |
| Textos | Textos escritos do zero, pensados para a busca | Quem escreve? Eu forneço ou vocês produzem? |
| Imagens | Sessão de fotos, ilustrações, vídeo | Vou usar fotos minhas, banco de imagem ou produção nova? |
| Design | Layout exclusivo em vez de modelo adaptado | É um modelo ou é sob medida? |
| Plataforma | Licenças, temas e plugins pagos, mensalidade | Em que plataforma, e com quais custos recorrentes? |
| Integrações | Agendamento, CRM, pagamento, área do cliente | O que precisa conversar com outros sistemas? |
| SEO e medição | Pesquisa de palavras, dados estruturados, GA4 com eventos, Search Console | O que está configurado no dia do lançamento? |
| Depois do lançamento | Ajustes, treinamento, suporte por um período | O que acontece no primeiro mês? |
Repare que a linha do design é só uma entre oito. Muita proposta barata é barata porque cobre só essa linha.
Quatro níveis de escopo, do mais simples ao mais complexo
Em vez de faixas de preço, prefiro pensar em níveis de escopo. Cada nível custa mais que o anterior porque faz mais coisas, não porque alguém decidiu cobrar mais.
Nível 1: uma página, um objetivo
Uma landing page para receber contatos de uma oferta. Pouco conteúdo, nenhuma integração complexa. É o que mais cabe num prazo curto. A diferença para um site completo é mais de objetivo do que de tamanho.
Nível 2: institucional enxuto
Início, uma página por serviço principal, sobre e contato. É o formato que costuma atender o negócio local que quer aparecer no Google para cada serviço. O custo cresce com o número de serviços e com quem escreve os textos.
Nível 3: site com conteúdo
Institucional mais blog, em um sistema que a equipe consiga editar, geralmente WordPress. Entra treinamento, organização de categorias e uma estrutura que aguente crescer. Se a dúvida é a plataforma, leia Wix ou WordPress.
Nível 4: loja ou sistema
Catálogo, pagamento, frete, estoque, área logada. Aqui o site deixa de ser vitrine e vira operação. É outra categoria de projeto, com outra categoria de custo e de prazo.
Por que dois orçamentos para o mesmo site são tão diferentes?
Exemplo ilustrativo: a empresa e as propostas são fictícias.
Uma clínica de fisioterapia pede orçamento a dois fornecedores com a mesma frase: “quero um site com cinco páginas”. As propostas chegam com valores muito distantes. Lendo com calma, aparece o motivo:
- Proposta A: modelo pronto adaptado com a logo, cinco páginas, textos fornecidos pela clínica, publicação no ar. Hospedagem e domínio no nome do fornecedor.
- Proposta B: mapa de páginas a partir das buscas reais por cada tratamento, textos escritos pelo fornecedor, fotos da clínica orientadas, GA4 com eventos de WhatsApp, Search Console, dados estruturados de negócio local, domínio e hospedagem no CNPJ da clínica, um mês de ajustes.
As duas são “um site de cinco páginas”. Só uma está pronta para trazer paciente pelo Google. A proposta A pode ser a escolha certa se a clínica só precisa de um endereço para colocar no cartão. O problema é contratar a A achando que comprou a B.
Checklist para comparar orçamentos
Antes de pedir proposta, junte o material que está em o que você precisa ter em mãos antes de contratar um site. Depois, confira em cada proposta:
- A lista de páginas está escrita, com o nome de cada uma?
- Está claro quem escreve os textos e quantas rodadas de ajuste existem?
- O site é seu? Código, conteúdo e imagens ficam com a empresa?
- Domínio e hospedagem ficam no seu CNPJ? Como conferir está em seu domínio está no seu nome?.
- O que fica configurado no lançamento: Search Console, GA4, eventos de contato, sitemap?
- Quais custos recorrentes aparecem depois: plataforma, plugins, hospedagem, manutenção?
- Qual é o prazo, e do que ele depende? Uma referência por tipo de site está em quanto tempo leva para criar um site.
Onde o site barato vira caro
O custo de um site não termina na entrega. Ele reaparece em quatro momentos:
- Quando é preciso refazer para aparecer no Google. Se a estrutura nasceu errada, com tudo numa página ou sem página por serviço, corrigir depois costuma significar refazer.
- Quando o site é refeito e os endereços mudam. O Google recomenda redirecionamentos 301 para cada endereço antigo, mantidos geralmente por pelo menos um ano. Sem isso, a empresa perde a posição que tinha. Redirecionar centenas de endereços com cuidado também é trabalho, e entra no custo de qualquer site refeito.
- Quando o domínio está no nome de outra pessoa. Recuperar leva tempo e, às vezes, dinheiro.
- Quando a hospedagem é lenta ou instável. O site até funciona, mas abre devagar no celular, e a economia de alguns reais por mês volta como visita que desiste antes de ver a página. Como escolher está em domínio e hospedagem.
Uma conta simples ajuda a enxergar isso. Se a diferença entre duas propostas é a estrutura de páginas e a configuração de medição, pergunte quanto custaria acrescentar essas partes daqui a seis meses, com o site já no ar. Quase sempre custa mais do que fazer junto, porque alguém vai precisar desmontar o que existe para encaixar o que faltou.
E há os custos de todo mês, que muita gente esquece no orçamento inicial. Detalho cada um em quanto custa manter um site por mês.
E se eu fizer com IA ou sozinho?
O custo de criação cai, e para validar uma ideia isso pode ser ótimo. O que não cai é o trabalho de decidir as páginas, escrever algo útil e configurar a medição. Ferramentas geram layout rápido; não sabem o que o seu cliente pergunta antes de fechar. Analiso prós e riscos em criar site com IA.
Se você quer um ponto de partida antes de pedir orçamento a qualquer pessoa, o guia criar um site para empresa organiza as decisões na ordem certa. E se preferir conversar sobre o seu escopo, os formatos que ofereço estão em serviços. Não publico preço porque ele sai do escopo, e o escopo sai de uma conversa curta.
Este artigo faz parte de Planejar o site. Comece pelo artigo central: Criar um site para empresa em 2026: as decisões que definem custo, prazo e resultado. A base conceitual está nos guias: Como criar um site que aparece no Google desde o primeiro dia, Quanto tempo leva para criar um site? Prazos reais por tipo, Landing page que converte.
Perguntas frequentes
Por que você não mostra uma tabela de preços de sites?
Porque não conheço uma fonte pública, atual e confiável de preços de mercado para sites no Brasil, e qualquer faixa que eu publicasse seria chute. O que dá para afirmar é o que faz o preço variar, e é isso que este artigo mostra.
Site em plataforma pronta sai mais barato?
Na criação, muitas vezes sim, porque parte do trabalho já vem pronta no modelo. Mas você troca custo inicial por mensalidade da plataforma e por menos controle. A conta certa é a de dois ou três anos, não só a do primeiro mês.
Vale pedir orçamento para várias pessoas?
Vale, desde que você mande o mesmo briefing para todas: objetivo, lista de páginas, quem fornece textos e fotos e o prazo. Sem isso, cada um orça um projeto diferente e a comparação fica impossível.
O preço do site inclui hospedagem?
Depende da proposta, e é uma das coisas que você precisa perguntar. Em plataformas hospedadas, a hospedagem vem na mensalidade. Em WordPress ou site sob medida, ela costuma ser contratada à parte, de preferência no nome da empresa.
Fontes
- Registro.br — Registro de domínio (acesso em 09/10/2026)
- W3Techs — Usage statistics of content management systems (acesso em 09/10/2026)
- Google Search Central — Mudanças de site com alterações de URL (acesso em 09/10/2026)
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