Pontos-chave
- Criar um site para empresa começa pelo objetivo do site, não pelo visual: é o objetivo que define formato, páginas e plataforma.
- Cada serviço importante merece uma página própria, porque cada página responde a uma busca diferente.
- A plataforma deve ser escolhida por quem vai manter o site e por quanto conteúdo ele vai ter, não pela moda.
- Domínio, hospedagem, Search Console, GA4 e Google Business Profile precisam estar no nome da empresa desde o primeiro dia.
- Um site novo leva tempo para ser rastreado e indexado; as primeiras semanas servem para medir e ajustar, não para concluir.
Para criar um site para sua empresa em 2026, decida nesta ordem: o trabalho que o site precisa fazer, quais páginas ele terá, em que plataforma, quem vai construir, em nome de quem ficam domínio e acessos, e como você vai medir o resultado depois do lançamento. Quase todo site que dá problema pulou alguma dessas etapas, geralmente a primeira. Abaixo explico cada decisão, o que ela muda no custo e no prazo, e onde se aprofundar.
Uma observação antes de começar: este guia é sobre decidir bem. A parte técnica do que um site precisa ter no lançamento está no guia como criar um site que aparece no Google.
Primeiro: sua empresa precisa de um site agora?
Na maioria dos casos, sim. Mas a pergunta merece ser feita, porque muita venda de pequeno negócio acontece fora do site. Na 12ª edição da pesquisa Pulso dos Pequenos Negócios, do Sebrae, feita entre fevereiro e março de 2026, 82% de quem vende on-line usa o WhatsApp, 57% usa o Instagram e só 10% tem loja virtual própria.
Esse dado não diz que o site não importa. Diz que o site raramente é onde a venda fecha. O trabalho dele é outro: ser encontrado por quem ainda não conhece a empresa, explicar com calma o que ela faz e levar a pessoa para o WhatsApp ou o telefone já convencida. Também é uma das fontes que o Google e as ferramentas de IA leem para entender quem você é. Discuto os prós e contras em ainda vale a pena ter um site em 2026.
Decisão 1: qual é o trabalho do site?
“Ter presença na internet” não é objetivo. Objetivo é algo que você consegue medir num mês. A tabela abaixo é a que uso na primeira conversa com qualquer empresa.
| Se o objetivo principal é… | O formato costuma ser | O que medir |
|---|---|---|
| Receber pedidos de orçamento de quem vem de anúncio ou rede social | Landing page | Cliques no WhatsApp e formulários enviados |
| Ser encontrado no Google por quem procura seus serviços na sua região | Site institucional com uma página por serviço | Buscas que trazem visitas e contatos vindos do orgânico |
| Atrair gente pelo conteúdo e virar referência no assunto | Site com blog, geralmente em WordPress | Visitas orgânicas, assinaturas, contatos por artigo |
| Vender produtos com pagamento on-line | Loja virtual | Vendas, ticket médio, abandono de carrinho |
Se você está entre a primeira e a segunda linha, leia landing page ou site institucional.
Decisão 2: quantas páginas e quais?
Aqui está o erro que mais vejo em site herdado: tudo numa página só, ou cinco serviços espremidos numa página chamada “Serviços”. O Google mostra páginas, não empresas. Cada página tem chance real de aparecer para uma intenção de busca. Se o seu serviço de “manutenção de ar-condicionado” não tem página própria, ele concorre em desvantagem com quem tem.
Exemplo ilustrativo: a empresa é fictícia.
Pense numa escola de idiomas em Pinheiros, em São Paulo, que oferece inglês para adultos, inglês para crianças, espanhol e aulas para empresas. O mapa mínimo seria:
- Início, explicando quem é a escola e para quem.
- Uma página para cada curso, com público, formato, duração e como funciona a matrícula.
- Uma página para empresas, porque quem compra é outra pessoa, com outras dúvidas.
- Sobre, com professores reais e metodologia.
- Contato, com endereço, telefone e mapa iguais aos do perfil no Google.
São sete páginas. Cada uma tem um motivo para existir. Esse número é o que mais pesa no prazo e no orçamento, então vale fechar o mapa antes de pedir proposta.
O que vai dentro de cada página de serviço
Uma página de serviço boa responde, sem rodeio, às perguntas que a pessoa faria no WhatsApp antes de fechar. No meu processo, eu escrevo cada uma a partir destas perguntas:
- O que é, exatamente, e para quem serve?
- Como funciona, do primeiro contato à entrega?
- Quanto custa, ou pelo menos o que faz o preço variar?
- Em que região a empresa atende e em quanto tempo?
- Por que confiar: fotos reais, avaliações, quem executa o trabalho.
Se a página não responde a essas perguntas, ela até pode ser indexada, mas dificilmente convence. E uma página que não convence também é uma página que o Google e as IAs têm pouco motivo para mostrar.
Decisão 3: em que plataforma?
Segundo a W3Techs, em outubro de 2026 o WordPress está em 40,2% de todos os sites e em 58,6% dos que usam algum sistema de gerenciamento identificável. Wix aparece com 4,2% e Squarespace com 2,4%. E 31,5% dos sites não usam nenhum sistema que a ferramenta consiga identificar, como os feitos sob medida.
Popularidade não decide nada sozinha. Eu escolho a plataforma por três perguntas:
- Quem vai mexer no site depois? Se ninguém da empresa vai editar, um site estático feito sob medida é rápido, barato de manter e quase não quebra.
- Quanto conteúdo vai ser publicado? Se a ideia é ter blog ativo, WordPress costuma ser a melhor ferramenta.
- Quanto controle você quer ter no futuro? Construtores hospedados facilitam o começo, mas o site fica preso à plataforma. Comparo os dois caminhos em Wix ou WordPress.
Existe ainda a opção de gerar o site com ferramentas de IA. Funciona para algumas coisas e cria riscos em outras, que detalho em criar site com IA.
Decisão 4: quem faz e o que entra no preço?
Você pode fazer sozinho, contratar um freelancer, uma agência ou um especialista. Cada caminho troca uma coisa por outra:
| Caminho | O que você ganha | O risco mais comum |
|---|---|---|
| Fazer sozinho | Custo baixo e controle total | Site bonito sem estrutura para a busca e sem medição |
| Freelancer de design ou desenvolvimento | Agilidade e conversa direta | Entrega focada no visual; SEO fica “para depois” |
| Agência | Equipe com várias especialidades | Processo mais longo e escopo que precisa ser lido com atenção |
| Especialista em SEO que também cria sites | Estrutura pensada para ser encontrada desde o início | Nem sempre é o melhor para projetos de design muito autoral |
Não existe resposta universal, mas existe uma pergunta que separa bem as propostas: o que está incluso além do visual? Textos, estrutura de páginas, configuração de medição, Search Console, dados estruturados, treinamento. Dois orçamentos com valores muito diferentes quase sempre descrevem trabalhos diferentes. Explico como comparar em quanto custa um site e o que pesa todo mês em quanto custa manter um site.
O prazo também nasce aqui. Uma landing page com materiais prontos cabe em 48 horas; um institucional de até seis páginas, em uma semana; um WordPress com blog, em duas a três semanas. Os detalhes estão em quanto tempo leva para criar um site, e o processo do formato mais curto está em site em 48 horas: como funciona por dentro.
O que mais atrasa um projeto não é o desenvolvimento, é o material que não chega. Antes de contratar qualquer pessoa, junte o que está em o que você precisa ter em mãos antes de contratar um site.
Decisão 5: em nome de quem fica tudo?
O domínio .com.br custa R$ 40 por ano no Registro.br. É barato, e justamente por isso muita empresa deixa o fornecedor registrar “para facilitar”. Anos depois, o domínio está no CPF de alguém que ninguém encontra, e a empresa não consegue nem trocar o e-mail.
A regra que sigo em todos os projetos: domínio, hospedagem, Search Console, GA4 e Google Business Profile ficam no nome da empresa, com acesso de administrador para alguém de dentro. Fornecedor entra como usuário convidado. Como conferir o seu está em seu domínio está no seu nome? e a escolha de hospedagem em domínio e hospedagem.
Decisão 6: o que acontece depois que o site vai ao ar?
Publicar não é aparecer. O Google precisa encontrar o site, rastrear as páginas e decidir indexá-las. Na documentação do Google, rastrear pode levar de alguns dias a algumas semanas, e pedir o mesmo endereço várias vezes não acelera nada. Uma linha do tempo realista está em quanto tempo demora para um site novo aparecer no Google. Se já passou esse prazo e nada, siga o diagnóstico de meu site não aparece no Google.
Três coisas que eu acompanho no primeiro mês:
- Indexação: quais páginas o Google já incluiu, no relatório de páginas do Search Console.
- Velocidade no celular: o Google considera bons um LCP de até 2,5 segundos, INP de até 200 milissegundos e CLS de até 0,1, medidos no percentil 75 das visitas. Se o site nasceu pesado, comece por site lento: o que resolver primeiro.
- Contatos: cliques no WhatsApp, ligações e formulários registrados como eventos no GA4. Sem isso, ninguém sabe se o site funciona.
No fim do primeiro mês, olho para o relatório de desempenho do Search Console: para quais buscas o site começou a aparecer, em que posição e com quantos cliques. É comum descobrir que o cliente usa palavras diferentes das que a empresa usa. Quando isso acontece, ajusto títulos e textos com base no dado, e não no palpite. É nessa fase que um site deixa de ser um projeto entregue e passa a ser um canal.
Se você está refazendo um site que já existe, a decisão 6 começa antes do lançamento. Trocar endereços de páginas sem redirecionamento pode jogar fora posições que levaram anos para ser conquistadas. A história completa, com uma empresa fictícia, está em a clínica que refez o site e sumiu do Google.
Quando faz sentido chamar alguém
Se o site é um teste, para validar uma ideia, fazer sozinho pode ser o certo. Quando ele precisa trazer cliente pelo Google, as decisões 2, 5 e 6 são onde um especialista economiza mais tempo e dinheiro do que custa. É o que entrego nos meus formatos de criação de site: em 48 horas para uma página com um objetivo, em 1 semana para um institucional enxuto e em WordPress para quem vai publicar conteúdo. Todos saem com a estrutura de páginas, a medição e o Search Console configurados.
Todos os artigos de Planejar o site
- Quanto custa um site em 2026 e por que os orçamentos variam tanto Básico
- Quanto custa manter um site por mês: domínio, hospedagem e manutenção Básico
- Ainda vale a pena ter um site em 2026, com Instagram, WhatsApp e Google? Básico
- O que você precisa ter em mãos antes de contratar um site Básico
- Landing page ou site institucional: como decidir pelo seu objetivo Intermediário
Base nos guias: Como criar um site que aparece no Google desde o primeiro dia, Quanto tempo leva para criar um site? Prazos reais por tipo, Landing page que converte.
Perguntas frequentes
Dá para criar um site para empresa sozinho?
Dá, com construtores visuais ou WordPress, e para um negócio que está começando pode ser um bom primeiro passo. O que costuma faltar em sites feitos sozinho não é o visual, é a estrutura: uma página por serviço, títulos pensados para a busca, medição de contatos e o site ligado ao Search Console. Se você for fazer, use a lista de decisões deste artigo como roteiro.
Preciso de CNPJ para ter um site?
Para registrar um domínio .com.br no Registro.br, você precisa de CPF ou CNPJ. Para empresa, o certo é registrar no CNPJ, para o domínio ser um ativo da empresa e não de uma pessoa.
Site de uma página só serve para empresa?
Serve quando a empresa tem uma oferta principal e o tráfego vem de anúncios, redes ou indicação. Quando ela tem vários serviços e quer aparecer no Google para cada um, uma página só fica curta, porque não consegue responder a várias buscas diferentes.
Quanto tempo depois de pronto o site aparece no Google?
O Google diz que rastrear e indexar uma página nova pode levar de alguns dias a algumas semanas. Aparecer bem posicionado para buscas concorridas é outra conversa, que costuma levar meses e depende do conteúdo e da concorrência.
Fontes
- W3Techs — Usage statistics of content management systems (acesso em 09/10/2026)
- Registro.br — Registro de domínio (acesso em 09/10/2026)
- NIC.br — CGI.br estende o registro de domínios com.br para pessoas físicas (acesso em 09/10/2026)
- Agência Sebrae — WhatsApp se consolida nas vendas on-line (Pulso dos Pequenos Negócios, 12ª ed.) (acesso em 09/10/2026)
- Google Search Central — Pedir ao Google para rastrear novamente seus URLs (acesso em 09/10/2026)
- web.dev — Web Vitals (acesso em 09/10/2026)
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