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GEO e IA

Como as IAs escolhem fontes: ChatGPT, Perplexity, Gemini e AI Overviews

Cada plataforma tem seu próprio caminho até a resposta. Entender esse caminho evita esforço no lugar errado.

Faça a mesma pergunta para o ChatGPT, o Perplexity e o Google. As respostas costumam citar fontes diferentes. Não é aleatório: cada sistema pesquisa de um jeito, em índices diferentes, e escolhe trechos com critérios próprios.

As etapas que todas têm em comum

  1. Interpretar a pergunta e decidir se precisa pesquisar.
  2. Gerar consultas de busca, às vezes várias para uma pergunta só. Isso é chamado de "fan-out".
  3. Recuperar páginas de um índice de busca.
  4. Ler e selecionar trechos relevantes.
  5. Escrever a resposta e indicar parte das fontes usadas.

A etapa 2 explica por que conteúdo de cauda longa ganhou valor: a pergunta "qual o melhor plano de saúde para MEI em SP" pode virar consultas como "plano de saúde MEI preço" e "plano de saúde empresarial pequena empresa São Paulo".

Plataforma por plataforma

Google: AI Overviews e AI Mode

Usam o índice da Pesquisa Google. O Google afirma que não há requisito extra além de estar indexado e elegível a snippet, e que as visitas vindas desses recursos entram no relatório de desempenho do Search Console. Os controles de snippet (nosnippet, max-snippet) também valem para eles. Mais em AI Overviews e AI Mode.

ChatGPT

Quando pesquisa, o ChatGPT usa provedores de busca e o próprio robô de busca da OpenAI. A OpenAI separa seus robôs: o OAI-SearchBot serve para aparecer nos resultados de busca do ChatGPT, o GPTBot para treinar modelos e o ChatGPT-User para ações que o usuário pede, como abrir um link. Bloquear o OAI-SearchBot tira você das respostas com fonte.

Perplexity

É um buscador com resposta gerada. Cita fontes em quase todas as respostas e tende a privilegiar páginas recentes e bem estruturadas. Tem o robô PerplexityBot.

Claude

A Anthropic também separa robôs de treinamento (ClaudeBot), de busca (Claude-SearchBot) e de ações do usuário (Claude-User).

Copilot

Apoia-se no índice do Bing. Por isso, não ignore o Bing Webmaster Tools: enviar o sitemap lá é um passo de cinco minutos que muita empresa nunca deu.

O que isso muda no seu robots.txt

A decisão mais comum que ajudo empresas a tomar: liberar os robôs de busca e decidir separadamente sobre os de treinamento. Um exemplo de configuração que libera tudo, como neste site:

User-agent: OAI-SearchBot
Allow: /

User-agent: GPTBot
Allow: /

User-agent: PerplexityBot
Allow: /

User-agent: ClaudeBot
Allow: /

Se a empresa não quiser que seu conteúdo treine modelos, pode bloquear só o GPTBot e o ClaudeBot, mantendo os de busca. Atenção: robôs acionados por usuários, como o ChatGPT-User, podem não seguir o robots.txt, segundo a própria OpenAI. Veja mais em robots.txt e sitemap.

O que faz um trecho ser escolhido

Pela minha observação em monitoramento, trechos que:

  • respondem a pergunta na primeira frase;
  • trazem número, prazo ou critério concreto;
  • estão sob um título que repete a pergunta;
  • vêm de páginas que já aparecem bem na busca para aquele tema.

Isso é o que trabalho em conteúdo citável.

Termos deste guia no glossárioCrawlerCitação em IAAI Overviewsrobots.txt

Fontes

  1. Google Search Central — AI features and your website (acesso em 05/10/2026)
  2. OpenAI — Overview of OpenAI crawlers (acesso em 05/10/2026)
  3. Bing Webmaster Tools (acesso em 05/10/2026)
Richson

Estrategista de SEO e GEO desde 2012. Passei pelas agências Carti e Jump Label e hoje atendo o projeto de SEO e GEO do Sem Parar (Grupo Corpay).

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